No Paraná, polícia nega boato de sequestro de crianças
09/08/2017 - 17h16 em Novidades

Nos últimos dias alguns áudios foram divulgados pelo WhatsApp alertando a população sobre tentativas de sequestro. Os áudios viralizam e deixam pais em pânicos.

Em especial nesta semana, dois supostos casos de sequestro aconteceram na região de Curitiba. Dois casos foram registrados em delegacias. Um caso em Campo Largo e outro no Trevo do Atuba, em Curitiba.

O caso do trevo do Atuba, a polícia acredita se tratar de uma tentativa de roubo.

Além desses casos, há três casos de desaparecimento confirmados no Paraná; em Telêmaco Borba, Cerro Azul e em Cascavel.

Por conta dos boatos, a delegada do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), Iara Laureck Dechiche, convocou uma entrevista para esclarecer os fatos. A delegada explicou que os casos confirmados são de desaparecimentos, e não de sequestros, e não há motivo para pânico.

“Nós apelamos para que as pessoas que usam as redes sociais tomem cuidado e não passem essas mensagens para frente porque isso aí viraliza e cria pânico na população. Se você tiver certeza de um ato, que tenha alguém que seja traficante ou sequestrador de criança, entre em contato com a polícia, com o policial mais próximo, com a viatura mais próxima”, orientou.

A delegada afirmou que a boataria atrapalha o trabalho da polícia, lembrou que é crime divulgar notícias falsas pelas redes sociais e afirmou que a Delegacia de Crimes Cibernéticos (Nuciber) investiga o caso.

“Se acontecer de haver mesmo uma quadrilha agindo, que isso venha a se concretizar, a Polícia Civil será a primeira a divulgar e alertar os pais. O que eu digo para as mães é; não deixe os filhos sozinhos, principalmente em lugares de muito movimento. Cuide das crianças, de olho nas crianças, isso basta”, afirmou.

Campo Largo

Em Campo Largo, a Polícia Civil investiga a tentativa de sequestro de uma menina de apenas um ano e cinco meses no último dia 2. Ela estava no carrinho empurrado pela mãe e as duas seguiam por uma rua da cidade quando foram abordadas por um homem em um carro que puxou a menina pelo braço e disse que a levaria para passear. Foram momentos de pânico, segundo Suelen Crichaki – irmã mais velha da criança.

“Minha mãe começou gritar pedindo por socorro, então parou um carro branco para ajudar. Então o rapaz jogou minha irmãzinha no colo da minha mãe e fugiu. Quando ela foi pegar a placar do carro estava tampada com uma fita branca”, lembra.

Um caso semelhante foi registrado no bairro Atuba, em Curitiba, no fim do mês passado. Uma mulher que trafegava pela BR-116 em direção a Quatro Barras teria sido surpreendida por um homem ao parar em um semáforo. De acordo com o relato, ele tentou abrir uma das portas traseiras do veículo dela, onde havia uma cadeirinha infantil, mas as travas estavam acionadas, nada de mais grave aconteceu. A filha da mulher não estava no automóvel, mas, com medo, ela teria buzinado bastante para chamar a atenção das outras pessoas e chegou a furar o sinal para escapar. Segundo a delegada, o caso foi considerado uma tentativa de assalto e registrado na delegacia de Furtos e Roubos.

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